quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Perguntas e Respostas Apologéticas 2

O espírito maligno da parte do Senhor está relacionado ao seu caráter, ou seja, abençoador ou amaldiçoador, ou o termo foi traduzido de forma incorreta?


Sobre o espírito maligno que atormentava Saul - 1 Sm 16.23, "o texto hebraico não diz maligno como adjetivo adicionado à palavra espírito, mas é assim que devemos entender, sendo este o texto da Septuaginta, Vulgata Latina e das versões siríaca e árabe."O espírito maligno vinha da parte de Deus. A teologia hebraica era fraca sobre causas secundárias. A maior parte de casos de possessão demoníaca requer um convite da pessoa possuída ou influenciada. Esse convite pode consistir numa vida dissoluta nas drogas, na imoralidade, em certas formas de degradação etc."Saul havia começado bem sua carreira, mas a vida de selvagem violência sem dúvida corrompeu-lhe a alma. Além disso, ele violou propositadamente os mandamentos de Deus. Todas essas condições, juntamente, podem ter sido a causa do convite ao poder maligno. Os resultados foram desastrosos para todos os envolvidos!".Um caso paralelo é apontado por Jesus em Lc 11.24-26, no qual ele adverte que o vazio deixado pela partida do Espírito Santo é preenchido por um espírito do mal que, por sua vez, traz com ele mais sete espíritos, tornando o estado desse homem uma tragédia. Foi justamente isso que aconteceu com Saul, culminando com a sua morte (1 Cr 10.13-14).


O que é Iridiologia?



A iridiologia faz parte da medicina alternativa. É a leitura da íris, ou seja, a observação de doenças através dos olhos. Os iridiologistas afirmam que os olhos podem espelhar a condição de saúde do corpo porque a íris supostamente manifesta em detalhe o estado de cada sistema orgânico. Supostamente, a ligação da íris com o sistema nervoso central permite enviar de volta à íris informações detalhadas do resto do corpo. Além disso, segundo a teoria da iridiologia, cada íris revela o que está acontecendo do seu lado do corpo, uma impossibilidade anatômica (os impulsos nervoso que chegam de um lado do corpo quase sempre cruzam para o lado oposto a caminho do cérebro). Apesar da sua falta de credibilidade, a iridiologia está sendo cada vez mais aceita, mesmo quando usada como ou em conjunto com o diagnóstico e curas psíquicos.



Gostaria de saber o que é adocionismo?


Adocionismo é um ensino herético a respeito da natureza de Cristo. Está relacionado ao conhecimento das supostas grandes controvérsias sobre a pessoa de Cristo na história da Igreja Primitiva. Começou com Paulo de Samosata, bispo de Antioquia, entre os anos 260 e 272 A. D. Tal ensino não fora propagado abertamente até que, no século VIII, passou a ser divulgado por Elipandus, o arcebispo de Toledo, na Espanha, em 785 A D. O adocionismo ensina que Jesus mantém dupla filiação para com Deus, o Pai. Cristo é Filho eternamente gerado do Pai e é divino, Deus Filho por natureza. E Jesus, o filho humano nascido de Maria, foi adotado por Deus porque Cristo (o Deus Filho) assumiu sobrenaturalmente o homem Jesus. O Filho de Maria, então, foi o Filho de Deus somente por ter sido assumido pelo eterno Filho de Deus e adotado por Deus, o Pai. O erro repousa na distinção que se faz entre Jesus, o homem nascido de Maria, e Jesus, o divino Filho de Deus. A posição ortodoxa é que Cristo é uma só pessoa, mas com duas naturezas distintas, divina (Deus e homem). Assim, não há necessidade de atribuir filiação separadamente. Um só Cristo e uma só pessoa. Para maior compreensão do assunto quanto às diversas controvérsias sobre a natureza e pessoa de Jesus, recomendamos a leitura de alguns livros que tratam de Cristologia entre os pais da Igreja.


De acordo com algumas Bíblias com notas, comentaristas há que afirmam que a genuidade do texto de Marcos 16.8-16 é discutível. Tal afirmação é verdadeira?



Os estudiosos diferem entre si quando consideram o fato de que esses versículos não fazem parte originalmente desse evangelho. Isso porque alguns importantes manuscritos gregos mais antigos não trazem esses versículos, enquanto outros constam apenas dos versículos 9-20 (conhecidos como o "longo final") e ainda outros apenas um "breve final" (aproximadamente o comprimento de um versículo). Uns poucos manuscritos trazem os dois finais, tanto o "breve" quanto o "longo". Devido a estas diferenças, alguns estudiosos crêem que os vv. 9-20 foram acrescentados posteriormente ao evangelho de Marcos, não sendo escritos por ele. Por outro lado, esses versículos são citados por escritores do final do século II e encontrados numa esmagadora maioria de manuscritos gregos do evangelho de Marcos. Para outros estudiosos, estes fatos estabelecem a autenticidade da passagem (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1178). O mesmo esclarecimento traz a Bíblia de Estudo PLENITUDE, p. 1019.



Qual a importância do arcanjo Miguel e por que ele disputava a respeito do corpo de Moisés, como está escrito em Judas 9?



Sobre a disputa do corpo de Moisés entre Miguel e Satanás há evidências de que este incidente é baseado na "A asssunção de Moisés", uma obra judaica apócrifa (da qual restaram apenas alguns fragmentos) que expande a narrativa do sepultamento de Moisés em Deuteronômio 34.5-6 (introdução: dificuldade de interpretação). O episódio diz respeito ao confronto entre o arcanjo Miguel e o diabo pela posse do corpo de Moisés. Conforme geralmente se interpreta, o argumento de Judas é de que a linguagem áspera dos falsos mestres contrasta com a linguagem temperada de Miguel (2Pe 2.10). Outros estudiosos entendem que Judas apresenta o apelo de Miguel à autoridade de Deus em oposição à reivindicação dos falsos mestres de possuírem autoridade espiritual própria.O arcanjo Miguel, conforme Daniel 10.13-21 e 12.1, é um dos principais anjos e o guardião especial de Israel. Em Apocalipse 12.7, Miguel lidera a hoste de anjos na guerra contra o diabo e seus anjos. Considerando que os anjos adoram a Jesus e sendo Miguel um arcanjo ele também presta adoração a Jesus (Hb 1.6).



Em Gênesis 6.6 está escrito: "Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra...". Mas Números 23.19 diz: "Deus não é homem, para que minta, nem filho do homem, para que se arrependa". Qual a comparação bíblica entre estes dois versículos?



Os mórmons costumam apontar esse texto em confronto com Número 23.19, onde se lê que Deus não é homem (...) para que se arrependa. Querem, com isso, apontar contradições na Bíblia para justificar o Livro de Mórmon. Esse versículo aponta para a tristeza de Deus pela má índole do homem (v.5). Temos aqui, então, uma figura de linguagem (antropopática) para o entendimento humano, indicando que Deus se contristou pela desobediência do homem, e não que tivesse havido erro da parte dele. Em Números 23.19, vemos que Palavra de Deus, ao contrário da dos homens, se cumpre. Numa terceira passagem, Jeremias 18.7-10, lemos: "No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir, se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe". O texto mostra que se houver mudança de atitude do homem evitando o mal, Deus não enviará o mal anunciado. Não se trata de um arrependimento igual ao que os seres humanos sentem ao cometer erros. Deus não erra, logo, seu arrependimento não é igual ao nosso. Devemos reconhecer que o Deus soberano e imutável sabe lidar apropriadamente com as mudanças do comportamento humano. Quando os homens pecam ou se arrependem do pecado, Deus muda seu pensamento, abençoando ou punindo de acordo com a nova situação (Êx 32.12, 14; 1Sm 15.11; 2Sm 24.16, Jr 18.11;Am 7.3-6).

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